
Do excelente 2 1/2-Months-To-New-Year's-Resolutions.
O post com os melhores posts do ano deste blog, segundo seu autor, já é uma tradição tão comum quanto champagne e fogos de artifício na virada do ano. Foi assim em 2005, 2006 e 2007, não seria diferente em 2008, né? Como sempre, este é o post inaugural, no caso, de 2009.
2008 foi um ano que, como sempre ocorre desde meus 15~16 anos, eu imaginei, no início, que seria o mais difícil da minha vida. Foi sim, mas, também como sempre acontece, foi mais fácil do que meus dons premonitórios previram. Mas em 2008 eu tinha motivos extras para temer o futuro. Graduação, estágio, decisões importantes para o futuro. No fim das contas, várias respostas fundamentais ficaram em aberto, o que me leva a incorrer no mesmo pecado novamente, ou seja, imaginar que 2009 será um ano difícil, o mais difícil.
Mas se tem algo que esses inícios de ano recheados de dúvidas e vazios de promessas e desejos me deram é a certeza de que, de um jeito ou de outro, no fim tudo acabará bem. É como dizem: “as coisas só terminam quando terminam bem”. Não que seja o caso em todas as situações, mas em boa parte delas, é assim que funciona. O ser humano, e eu, apesar da reclusão, ainda me incluo nessa espécie, é extremamente adaptável, tanto física quanto psicologicamente. Isso explica muita coisa, inclusive nossa própria sobrevivência.
Sem mais enrolações, vamos à lista de 2008, compilada tendo como único critério a minha opinião. Discorda? Concorda? Comente ali embaixo, então.
» Os melhores games do PlayStation (15/03)
Desde muito pequeno tenho jogos eletrônicos à minha volta. Comecei com um Atari 2600, migrei para um Dynavision 3 posteriormente, até atingir o ápice da minha vida gamer, com um PlayStation caixotão. Ganhei ele em 1996, e por dez anos ele foi meu fiel companheiro, que inclusive funciona até hoje, na casa de minhas priminhas. Neste post, resgatei dez anos de jogatina sob a forma dos melhores games que já joguei. Foi bom relembrar games que marcaram minha adolescência, já que gastei boa parte dela com os jogos - seria mais legal tê-la gasto com o sexo oposto, mas já passou, então…
» Cinco grupos nos quais eu entrei, mas não fiquei (24/05)
Uma frustração que tenho é não ter conseguido me fixar num grupo de amigos, de atividades, de qualquer coisa. Desde sempre, meu único círculo além dos amigos habituais foi a escola e a faculdade - e isso me lembra que 2009 será um tanto solitário, agora que terminei o curso. Neste post, com o qual muitos leitores se identificaram, listei cinco tentativas fracassadas de participar de grupos. Da Igreja a rodas de RPG, em todos os casos algo me fez desistir.
» O Cavaleiro das Trevas (22/07)
Tenho a humilde pretensão de, vez ou outra, publicar neste blog algumas críticas de livros, filmes e CDs. É algo bem amador, não espere opiniões técnicas e/ou respaldadas por grandes críticos. Encaro essas críticas como pequenos exercícios de percepção e escrita, nada demais. De todas as que escrevi neste ano que está para terminar, a do último filme do Batman foi a que mais me agradou, e nem foi tanto pelo filme (achei WALL•E melhor), mas pela crítica mesmo.
» Como usar o FriendFeed (26/11)
Este foi, provavelmente, o texto mais trabalhoso que já publiquei por aqui. Um verdadeiro manual de iniciação do FriendFeed, um serviço de lifestreaming que tem muito potencial. Tive a idéia de escrever algo do gênero para estimular seu uso em terras brasileiras, já que, aqui, ele ainda é bastante irrelevante. Não sei se serviu para algo, mas se uma pessoa se cadastrou após ler esse texto, já valeu a pena.
» Graduação (29/11)
E eis que o inevitável, o impensável, o inimaginável chega. Até a metade do ano, a graduação parecia tão longe… Não tinha sentido o baque ainda, não tinha a consciência de que aqueles eram os últimos meses, semanas e, por fim, dias perto de amigos, do ambiente acadêmico, da faculdade. Faz pouco tempo, um mês mais ou menos, mas já sinto saudades.
E assim foi. Em 2008, também pensei em fechar o blog, e até cheguei a criar um pseudo-substituto, um tumblelog, e ainda hoje penso em trazer elementos dessa variação do blog para cá. É mais “light”, dá um ritmo legal de se ver e ler. Sobre a tentação de fechar o blog, acabei voltando atrás, e cá ele está, firme e forte.
Agora vem a parte que não depende de mim, mas sim dos leitores provenientes do Google: os mais vistos de 2008. A lista tende a ser podre, mas… fazer o que, né? O ranking foi extraído do Google Analytics.
- Meu nome em japonês (22/08/06): sim, ele manteve a liderança, e foi o texto mais visitado do blog pelo segundo ano consecutivo. Pelo menos agora não recebo um comentário por dia de gente sem noção pedindo o nome em katakana - tranquei os comentários, MWAHAHAHAHA.
- Explicações sobre Dragon Ball AF (16/01/07): o segundo colocado de 2008 também é o mesmo de 2007. Texto sobre a falcatrua chamada Dragon Ball AF, que (infelizmente) ainda se perpetua dentre incautos desavisados.
- Senso comum e conhecimento científico (28/03/06): esse é novo no ranking, e é curioso, pois trata-se de um texto antiquíssimo. Sobre as diferenças entre conhecimento científico e senso comum. A maioria dos comentários é de estudantes pedindo material para trabalhos acadêmicos. Preguiçosos!
- Celular da Foston (17/09/07): esse é o mais intrigante de todos. É um texto, ou melhor, uma frase de apenas uma linha. A Foston deve estar vendendo bem seus MP7 vagabundos…
- Do que as mulheres gostam (04/10/05): um texto que gosto muito, mas que atrai mal amados e fracassados como mel atrai abelha. O mais legal é que cada um tem uma dica infalível para conquistar qualquer mulher do mundo. Então tá.
O fato de nenhum texto de 2008 estar entre os mais vistos do ano quer dizer alguma coisa?
Enfim, feliz 2009 para todos os leitores, amigos e colaboradores. Que ele seja melhor que o ano que passou, e que todos tenhamos muito dinheiro, amigos e felicidade!
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Embalado pela véspera de Natal, faz alguns dias que estou indo dormir tarde, e conseqüentemente, que estou acordando tarde. E isso é mau, especialmente porque a manhã é o período mais fresco menos quente no Hell’s gate que é Paranavaí.
Hoje eu disse a mim mesmo: “vou dormir cedo”. E estava tudo indo bem, até que, antes de ir dormir efetivamente, resolvi tirar algumas screenshots e fazer uns vídeos de um jogo que analisarei para o Campo Minado, para adiantar o que tenho a fazer amanhã.
Grande idéia, essa minha. O maldito PC começou a reiniciar mais que o de costume, e o bestão aqui resolveu, às 21h, ir a fundo no problema. Agora já é quase 23h, e a meta de ir para a cama cedo, ler um pouco e, enfim, dormir sossegadamente, foi para o buraco.
Pelo menos tenho o consolo de ter baixado a temperatura do processador em 10º C, com uma (não tão) simples atualização da BIOS, que a Asus, não sei se por sacanagem ou incompetência, faz ser tão complicada graças à inútil versão Windows do seu atualizador automático, que cisma em bugar tipo… 10 em cada 10 tentativas.
Ah sim: só de raiva, agora vou jogar Crysis Warhead pra ver se essa merda agüenta. Dormir? Daqui a pouco…
PS: Acho que ficou claro no tom do texto, mas estou MUITO puto com isso tudo (calor, PC super aquecido, etc. e tal). E o blog tá pagando o pato, servindo de válvula de escape. No próximo texto voltarei à calma habitual
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A menina que roubava livros, de Markus Zusak.
Episódio sangrento e traumático na recente História da humanidade, a 2ª Guerra Mundial ainda hoje serve de mote para várias obras, de filmes a livros, passando por jogos, mostras e outras de cunho artístico e/ou consciencial. Dessa variedade imensa, algumas destacam-se por fazer da guerra pano de fundo de uma história maior, sobre pessoas. Pode ser algo pessoal, mas vejo nessas as grandes referências e homenagens aos que sofreram, direta ou indiretamente, as perdas que uma batalha estúpida entre iguais gera.
Exemplos são raros, mas existem. A vida é bela, do italiano Roberto Benigni, é um deles. A menina que roubava livros (The book thief, Intrínseca, 2007, ISBN 978-85-98078-17-5), do escritor australiano Markus Zusak, é outro.
O livro narra a trajetória da personagem-título, Liesel Meminger, contada por ninguém mais, ninguém menos, que a Morte. Essa narradora diferenciada e inusitada emprega um ritmo interessante, carregado de descrença em relação às pessoas e alguns comentários sarcásticos deveras divertido. Embora esse tom pareça inadequado para o livro, não é. A vida na Alemanha nazista, segundo o livro, não mudou da noite para o dia. Ela acompanhou a ascensão e decadência do III Reich, afetando a vida dos alemães no mesmo passo, tirando-lhes a pouca alegria que um acordeão velho proporcionava até levá-los à tristeza completa e irremediável.
O fato da Morte usar majoritariamente o ponto de vista da família Hubermann em relação aos acontecimentos coloca o livro no rol de obras diferenciadas que tratam da Segunda Grande Guerra. Bombardeios estão presentes, mortes, a raiva do Führer, enfim, vários elementos da época, mas todos à vista de uma família pobre de um bairro pobre de Munique. De uma menininha que catorze anos, que tarda a aprender a ler, mas que desenvolve um gosto excepcional pelas palavras.
A menina que roubava livros faz rir e emociona, vai de um extremo a outro com muita facilidade, e, tal qual uma montanha-russa, joga o leitor numa ladeira íngreme nos últimos capítulos. Grande estréia de Zusak, com personagens marcantes, enredo bem amarrado e narrativa diferenciada, mas bastante funcional.
Tags:2 guerra mundial · a menina que roubava livros · crítica · livro · markus zusak · morte
Ontem perdi usei o período vespertino do dia para experimentar alguns sites de promoção de blogs, mais conhecidos como Digg-likes, justamente por serem todos cópias do original, do Digg. A propósito, usei essa lista para encontrar os mais-mais (e confesso que gostei do Diga Cultura).
Me cadastrei nos que ainda não tinha cadastro, enviei uns artigos, e… bom, o problema começa justamente aqui. Esse lance de auto-promoção, somada à falta de desconfiômetro, quebram de maneira brutal o sistema. Na página de últimas submissões, é fácil encontrar uma fileira de posts do mesmo fulano, com textos medíocres, enviados quase que automaticamente. É inútil dizer, eu sei, mas o modelo ideal seria aquele no qual pessoas comuns, não-bloggers, enviassem os textos que lhes agradassem. Ou seja, exatamente o contrário do que acontece hoje.
Bom, estão lá. Dizem que esses sites geram um aumento na visitação. Aproveitei a oportunidade para submeter alguns textos de outros blogs, que mereciam estar lá caso o cenário fosse o ideal descrito acima. Afinal, não adianta eu reclamar e, no fim das contas, proceder da mesma maneira, né?
Uma solução para isso, talvez, seria a chegada de um serviço do tipo mantido por um portal com apelo e forte visitação. Me vem à cabeça o Yahoo! Respostas, que “pegou” no Brasil. É um serviço que, se tivesse nascido no underground da Internet brasileira, provavelmente ficaria restrito a pseudo-geeks, pseudo-probloggers e bloggers, mas que por ter a chancela de um grande portal, e conseqüentemente uma grande exposição junto ao público comum, tornou-se bem sucedido. Lá fora a Yahoo! mantém o Buzz, que nada mais é que um Digg-like. Ligando uma coisa a outra…
Dona Yahoo! Brasil, tem como trazer o Buzz para o Brasil?
Tags:blogs · digg · digg-like · promoção · yahoo · yahoo buzz

Ótima sugestão de avatar.
Não sou de tirar fotos de mim mesmo. À parte o fato de eu me sentir mais confortável e me achar melhor atrás da lente da câmera, ainda carrego comigo o problema de não ser fotogênico. Ok, alguém pode falar que eu sou feio, mas a verdade é que mesmo considerando essa hipótese, é inegável a minha triste tendência de conseguir ficar mais feio em fotografias.
Esse defeito não é algo que me faz pensar em cortar os pulsos, ou me submeter a uma cirurgia plástica, mas me incomoda quando preciso de uma fotinha simples. Tipo, para usar nos meus perfis em redes sociais, nos meus blogs, essas coisas. É quase um mal necessário de quem se dispõe a dar a cara a tapa na Internet.
Para terem idéia da minha falta de sorte com as câmeras, há dois anos só consegui resgatar duas fotografias apresentáveis. Na provável terceira, tirada a menos de um mês, fui tachado de “presidiário badass“, graças ao cabelo curto e à ausência de um sorriso.
Aí anteontem, depois da festa de formatura da minha irmã, aproveitei que estava bem trajado, e me submeti a uma sessão de fotos.
Preciso dizer que não deu para aproveitar uma fotografia sequer?
Tags:avatar · fotogênico · fotografia · imagem de exibição · sessão

Jogo rápido: apenas o aviso de que inaugurei um novo blog, chamado Campo Minado. Sobre jogos para PC, sem aquela frieza comum em sites do gênero, com a qualidade e simpatia já conhecida daqui e de outros lugares aonde escrevo.
Te espero lá!
Tags:blog · campo minado · games · lançamento · novo · pc